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Taxa de desemprego atinge 9,5% em janeiro, aponta Seade/Dieese

A taxa de desemprego no país atingiu 9,5% em janeiro, ante os 9,1% verificados em dezembro, segundo informações da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em sete regiões metropolitanas e divulgada nesta quarta-feira (29). Em 2011, a taxa média foi de 10,5%.

No último mês, havia 2,111 milhões de pessoas desempregadas no país, resultado da aumento de 104 mil desempregados em janeiro.

A alta interrompe uma sequência de quatro quedas consecutivas.

A taxa registrada em São Paulo subiu para 9,6% em janeiro, ante 9% em dezembro. A taxa de janeiro em São Paulo é a menor da série histórica, que começou em 1991, para os meses de janeiro.

O nível de ocupação no país ficou praticamente estável, com alta de 0,1% nas sete regiões metropolitanas. Neste mês, o total de ocupados nas regiões foi estimado em 20,167 milhões, para uma PEA (População Economicamente Ativa) de 22,167 milhões.

A taxa de desemprego apresentou recuo em apenas duas regiões, em Recife (recuo de 12,2%, em dezembro, para 11,9%, em janeiro) e Belo Horizonte (de 5,2% para 5,1%).

Em alta ficaram Porto Alegre (de 6,4% para 6,5%), Distrito Federal (de 11% para 11,5%), Fortaleza (de 7,7% para 8,1%) e Salvador (de 14,1% para 15%).

Na divisão por atividade, o nível de ocupação subiu em quatro dos cinco setores.

RENDIMENTO

Em dezembro, o rendimento médio real dos ocupados (descontada a inflação) cresceu 0,4% no país, ficando em R$ 1.458. Já o dos assalariados apresentou recuo de 0,4%, para R$ 1.510.

TAXAS DIFERENTES

A diferença na metodologia utilizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pela PED (Seade/Dieese) explica a discrepância entre os números apresentados pelas pesquisas.

Hoje, a PED reportou uma taxa de desemprego de 10,5% em 2011, enquanto o IBGE divulgou, na semana passada, uma variação de 6%.

Na PED, realizada desde janeiro de 1985, a Seade e o Dieese dividem o desemprego em três categorias: aberto (quanto as pessoas procuram emprego), oculto por desalento (pessoas que não procuraram trabalho nos últimos 30 dias por uma série de motivos, como por exemplo, a crença de que o mercado está ruim e não será possível encontrar) e oculto por trabalho precário (que realizam trabalhos precários, como bicos, por exemplo).

Para o IBGE, que realiza a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) desde janeiro de 1980, a pessoa que faz bicos ou tem um emprego temporário está empregada. Ou seja, o instituto leva em consideração apenas as informações referentes ao desemprego aberto –quando a pessoa está há mais de 30 dias procurando emprego.

O IBGE faz o levantamento nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Já a Seade e o Dieese apuram os números em sete regiões: Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal.

Assim, a taxa de 2011 de 10,5% da PED é o resultado da soma do desemprego aberto (7,9%) mais o desemprego oculto (2,6%). Com a a ponderação do IBGE, da média das taxas de desemprego, o resultado do ano foi de 6%.

Fonte: Folha.com

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