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Sindicato: demissões sem explicações são problemas na Foxconn

A empresa responsável pela fabricação de iPhones e futuramente de iPads no Brasil, a Foxconn CMMSG Indústria de Eletrônicos, demitiu pelo menos 100 funcionários “sem muita explicação”, segundo relata um dos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí (SP), Célio Guimarães. Por esse e casos mais antigos, a empresa poderá ser alvo de novas fiscalizações do Ministério Público do Trabalho, segundo apurou o Terra. Sobre as demissões, a Foxconn informou, por meio da assessoria de imprensa, que não vai comentar o caso.
De acordo com Guimarães, as demissões atingiram a unidade 2 da fábrica de Jundiaí (SP), responsável pela fabricação de iPhones. Em frente a esta, funciona a unidade onde serão montados os iPads, a partir de abril, segundo afirma o sindicalista, para a qual devem ser feitas novas contratações.
“Nós estamos tentando uma conversa porque tivemos um encontro muito superficial e os números não batem. Eles dizem que entre o final de dezembro e começo de janeiro demitiram umas 100 pessoas, mas conversando com os trabalhadores, são 200 pelos menos, bem maior que isso. Não conseguimos contato, a empresa diz que ninguém vai falar…”, afirma Guimarães. “Eram funcionários que tinham entre quatro e cinco meses de empresa, por isso não precisaram assinar a rescisão no sindicato”, explica ele sobre a dificuldade de mensurar o número exato de funcionários dispensados.
A justificativa apresentada pela empresa, segundo Guimarães, foi uma questão de adaptação. “Antes de uma demissão desse tamanho, a empresa sempre entra em negociação, porque tem que ter algum motivo forte, são feitos programas de demissão voluntária”, afirma. Ele acredita que o vazamento de fotos da linha de produção do iPhone, no ano passado, não estaria relacionada com as demissões.
Foxconn na China e no Brasil: um problema para a Apple?
As duas unidades da Foxconn em Jundiaí empregam cerca de 4,3 mil funcionários. Eles recebem um salário inicial de R$ 1.190 (incluído o reajuste de 2012). A empresa começou a atuar no Brasil em 2007 e, desde então, tem sido alvo de diversas fiscalizações do Ministério Público do Trabalho (MPT) realizadas periodicamente, além de ser acompanhada de perto pelo sindicato, por causa da fama de desrespeito aos trabalhadores que possui no exterior.
Em março de 2011, a empresa foi condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho a pagar R$ 7 mil de indenização para cada um dos 340 funcionários demitidos da unidade de Indaiatuba (SP) sem justa causa. Todas as inspeções realizadas pelo MPT encontraram irregularidades. A última ocorreu em 2009, e o processo, agora nas mãos de uma nova procuradora, deve ter continuidade com novas fiscalizações em 2012.
Entre as irregularidades verificadas em fiscalizações já foram encontrados chineses trabalhando ilegalmente no Brasil, alvo de ação da Polícia Federal; funcionários trabalhando por regime de contrato terceirizado (hoje todos são funcionários da empresa), problemas com o ambiente de trabalho e ergonomia, entre outras. A maior parte desses problemas foi sanada, além de não serem tão críticos quanto os registrados na China.
Em entrevista recente ao The New York Times, um ex-executivo da Apple disse que a empresa não leva a sério seu código de conduta para fornecedores. O texto dá destaque aos problemas da Foxconn na China. O jornal falou ainda com ex-funcionários da Foxconn.
Entre as transgressões apontadas pelos entrevistados estão jornadas semanais de mais de 60 horas e por mais de seis dias e contratação de menores de idade, além de falsificações de registros. As histórias de quem está no chão da fábrica incluem pernas inchadas de tanto ficar em pé e um cartaz que diria “trabalhe duro no emprego hoje ou trabalhe duro amanhã para procurar um emprego”.
No ano passado, a Foxconn foi palco de duas explosões causadas por pó de alumínio, uma delas deixando quatro mortos e 77 feridos, na fábrica de Chengdu. E a Apple saberia da situação, segundo um grupo chinês que teria avisado à gigante norte-americana sobre as condições perigosas das plantas.
“A Apple nunca se importou com nada além de aumentar a qualidade de seus produtos e diminuir o custo de produção”, critica Li Mingqi, que até abril trabalhava na parte administrativa da Foxconn. Ele, que está processando a taiwanesa por ter sido demitido, era um dos gerentes da fábrica de Chengdu na época da explosão.
Até esta sexta-feira, e em apenas uma semana, uma petição online no site Change.org já angariou mais de 165 mil assinaturas contra esta postura da Apple e das fábricas na China. A petição está disponível sob o título de Apple: Protect Workers Making iPhones in Chinese Factories, em português, algo como “Apple: proteja os trabalhadores que fazem iPhone nas fábricas chinesas.

Fonte: Terra

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