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Indusval faz aumento de capital que pode chegar a R$ 280 milhões

Banco reforça ação em crédito corporativo e comércio externo, com entrada da Sertrading, Warburg e J.P. Morgan em seu capital
Numa emaranhada operação que envolve aumento de capital, injeção de recursos e troca de participações, o Banco Indusval está fazendo uma operação de fortalecimento de sua estrutura de capital num valor que pode chegar a R$ 280 milhões e envolve a participação do banco norte-americano J. P. Morgan, do gestor de fundos de private equity Pincus Warburg e da trading brasileira Sertrading. O foco do banco em crédito corporativo será reforçado, com ênfase também no comércio exterior e em operações de títulos de dívida de empresas.

Na operação, o banco passa a chamar-se Banco Indusval & Partners. “O novo nome reproduz o que estamos fazendo: uma sociedade de parceiros”, resume Manoel Félix Cintra Neto, acionista que deixa a presidência da instituição para comandar o conselho de administração. A presidência passa a ser dividida entre Luiz Masagão Ribeiro, que preside o conselho atualmente, e Jair Ribeiro, que foi criador do Banco Patrimônio.

O aporte mínimo que está sendo feito no Indusval é de R$ 200 milhões, podendo chegar a R$ 280 milhões caso os minoritários acompanhem o aumento de capital. O aviso de subscrição está sendo encaminhado hoje para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e os acionistas terão até 30 de abril para decidir se acompanham o reforço de capital.

Dos R$ 200 milhões estabelecidos como aumento de capital, R$ 150 milhões estão sendo subscritos pelo fundo Warburg Pincus, os atuais controladores do banco (Masagão, Cintra Neto, Carlos Ciampolini e Antonio Rocha) colocarão R$ 21 milhões e os novos sócios farão aporte de R$ 30 milhões. “Com a operação, nosso índice de Basileia (que mede a capacidade dos bancos de emprestar) passará de 18% para 27%. Isso nos dá a possibilidade de elevar a carteira de crédito de forma mais robusta”, afirma Jair Ribeiro, co-presidente. “Vamos manter uma postura conservadora, mas com espaço para crescer.”

Nova sócia

A Sertrading, companhia que atua no comércio exterior e movimentou R$ 1,6 bilhão no ano passado, vai receber um aporte de R$ 25 milhões do banco, que passará a deter 18% de seu capital. Os donos da Sertrading são Jair Ribeiro e Alfredo de Goeye. O Indusval & Partners, inclusive, terá a opção de compra futura dos 82% restantes do capital da trading.

Os atuais acionistas do banco, que detêm 63% das ações ordinárias (com direito a voto), ficarão com 52%. Jair Ribeiro fica com 10% do controle. O Warburg Pincus passa a ter 22% do capital do banco, e 13% das ações de controle. “Isso se todos os acionistas acompanharem o aumento de capital”, ressalva Luiz Masagão.

Na negociação, ficou acertado que a Sertrading vai comprar do J. P. Morgan sua subsidiária da área de comércio exterior que atua no Brasil e na Argentina, a Vastera. Em contrapartida, o J.P. Morgan oferece uma linha de crédito ao Indusval de longo prazo no valor de R$ US$ 25 milhões, com a possibilidade de passar a deter até 2,5% do capital do banco no futuro.

Cintra Neto lembra que, após o pior da crise financeira internacional, em 2008, o comando do Indusval decidiu fazer uma revisão em sua estratégia e resolveu que não queria entrar em consignado ou no varejo. “Decidimos continuar a trabalhar com empresas, criamos as áreas de grandes companhias e de comércio exterior. Isso ocorreu ao mesmo tempo em que surgiu a possibilidade de parceria com a Sertrading”, conta o banqueiro, que já foi presidente do conselho da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) antes da fusão com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Mercado de títulos

Jair Ribeiro afirma que o objetivo do banco é focar suas operações no crédito corporativo para empresas médias e grandes. “A partir da base de crédito, achamos que o futuro do Brasil é o dos títulos corporativos.” Nos Estados Unidos, cita, o mercado de renda fixa de empresas é cinco vezes maior que o mercado de ações. “A taxa de juros brasileira vai cair e vai haver um alongamento dos prazos, o que levará à criação do mercado secundário de títulos corporativos. Está longe, mas acreditamos no longo prazo”, acrescenta.

O banco trabalha com a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 4% e 5% nos próximos cinco anos e espera que o mercado de crédito corporativo tenha uma expansão média de 20% a 25% ao ano. A participação do comércio exterior do PIB, na projeção dos executivos do Indusval, irá passar dos atuais 18% para 25%. “O Brasil terá que se abrir mais para o comércio externo, o que irá favorecer a queda das taxas de juros”, afirma Jair Ribeiro.

Luiz Masagão lembra que a área de “trading finance” já é tradicional no banco mas, com a nova estrutura, a meta é fazer com que ela responda por cerca de 40% dos negócios, enquanto hoje equivale a 30%.

Fonte: IG

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